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Chefe de Estado destaca importância da paz em África


Na abertura da Bienal de Luanda - Fórum Pan-africano para a Cultura de Paz, esta quarta-feira 18, no Centro de Convenções de Talatona, João Lourenço apelou aos participantes da Bienal de Luanda a reflectirem e trocarem ideias no sentido de se encontrar soluções sustentáveis para muitos dos graves problemas que a África ainda vive, como a fome, miséria, doenças, analfabetismo, desigualdades sociais, desemprego galopante que fomenta o tribalismo e a xenofobia que dividi os africanos e atrasa o desenvolvimento harmonioso dos países e o bem-estar das suas populações.



O Chefe de Estado explicou que o evento é uma plataforma única para os governos, a sociedade civil, a comunidade artística e científica, o sector privado e as organizações internacionais, debaterem e definirem estratégias sobre a prevenção da violência e dos conflitos em África e sobre a construção de uma paz duradoura.



A Bienal de Luanda, promovida pelo Governo angolano em estreita colaboração com a União Africana e a UNESCO, é também um espaço privilegiado para se promover a diversidade cultural e a unidade africana e para um intercâmbio fecundo entre todos os que se dedicam a cultivar uma cultura de paz e não-violência.



“Um fórum dedicado à cultura da paz implica a reflexão e o intercâmbio de ideias das cabeças pensantes e criativas do nosso continente, responsáveis por acções de empreendedorismo e de inovação”, disse João Lourenço. Quanto ao tema principal da Bienal “Construir e preservar a paz: um movimento de vários actores”, o Presidente da República entende ser é um processo inclusivo e que exige a participação consciente de todos os que, dentro e fora de África, se preocupam com as questões candentes que são urgentes resolver.



O Chefe de Estado lembrou que uma das grandes tarefas reservadas às lideranças políticas do continente e aos diferentes actores da sociedade civil tem a ver com os abjectivos da agenda da União Africana para a promoção de uma cultura de paz e não-violência, denominada “Silenciar as armas até 2020”.



“Este objetivo é aparentemente difícil de atingir, mas o legado que nos foi deixado pelos grandes líderes do nosso continente, que ergueram bem alto a bandeira do pan-africanismo e se bateram por todos os meios para a libertação total de África do colonialismo e de outras formas de dominação, constitui uma fonte de inspiração para os esforços que juntos temos de empreender para pôr termo definitivo aos conflitos que lamentavelmente persistem no continente, desde o Sahel à África do Oeste, à África Central e dos Grandes Lagos e ao Corno de África”, referiu o estadista angolano.



Durante o discurso de abertura, o Presidente da República disse ainda que a crescente importância das redes sociais no seio da juventude deve ser aproveitada sobretudo para o reforço da cultura da paz e da não-violência, e não para desinformar e adulterar a realidade dos factos, com o objetivo de criar convulsões sociais como meio de pressão para a remoção do poder de governos legítima e democraticamente eleitos pela maioria dos cidadãos eleitores.



Os Chefes de Estado do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, e da Namíbia, Hage Geingob, o presidente da Comissão da União Africana, Moussa Fátima Mahamat, a directora geral da UNESCO, Audrey Azoulay, o ministro da Cultura do Djibuti, Mounin Hassan Barreh, o Prémio Nobel da Paz de 2018, Denis Mukwege, e o Ex-futebolista Didier Drogba marcaram presença na cerimónia de abertura da primeira edição da Bienal de Luanda - Fórum Pan-africano para a Cultura de Paz, cujo encerramento está mercado para domingo, dia 22.