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Hospital “Pedalé” vai estar totalmente aberto ao público


A execução da obra está em torno dos 73 por cento e, até ficar concluída, serão consumidos 220 milhões de dólares. 



Falando aos jornalistas no termo da visita, que incluiu o Museu da Ciência e Tecnologia, as obras do novo Hospital Sanatório de Luanda, o Arquivo Nacional e o Hospital Pedro Maria Tonha “Pedalé”, o Presidente da República reconheceu que a obra está bastante atrasada, mas assegurou que vão ser envidados esforços para que seja recuperado o tempo perdido.



“Os constrangimentos de ordem financeira serão resolvidos. Vamos ver se encontramos uma solução para que a obra não pare. Das quatro obras que visitámos, esta é a única que corre o risco de parar”, sublinhou.



Com o prazo de conclusão contratual previsto para Maio de 2021, a unidade vai contar com algumas extensões, como Hospital Oftalmológico, Centro de Simulação Médica e Hospital Materno-Infantil.



“O Hospital vai ser aberto ao público. Imagine um hospital destes para servir apenas a classe política. Em nenhuma parte do mundo isso é possível. Tudo o que foi dito não passa de mera especulação”, disse João Lourenço, acrescentando que “não há Estado nenhum que faça um investimento destes para servir apenas a uma classe”.



Quanto à questão da dívida, o Presidente João Lourenço esclareceu que não existem dívidas antigas por pagar.



“Os 40 milhões que estavam em dívida até à altura em que cheguei, na primeira visita efectuada, em Dezembro de 2017, o valor foi pago. A dívida recente corresponde a trabalhos recentes. Não existem dívidas antigas. Por isso, não é tão complicado encon-trarmos uma solução para a questão”, tranquilizou o Chefe de Estado.



“Entendemos fazer esta visita para ver o estado de avanço de algumas obras que consideramos importantes e que estavam paradas, tal como o Museu da Ciência e Tecnologia, cujas obras deverão ser retomadas e com a conclusão prevista para o próximo ano”.



O hospital terá uma capacidade instalada de 144 camas, 36 gabinetes de consulta ex-terna, 16 salas de exame, 36 poltronas de hemodiálise, duas salas de tratamento de radioterapia e radio-cirurgia, medicina nuclear com um PET, uma gama-câmara e um micro-ciclotrão, duas salas de parto, unidade de cuidados intermédios, com capacidade para 16 camas, cinco laboratórios, centro de formação em cirurgia robótica e dois aceleradores nucleares.



O modelo de gestão será feito na base de uma parceria público-privada. Com dimensão regional, o Hospital poderá contar, também, com um hotel, de 100 quartos, e um edifício residencial com 20 apartamentos T2.



JA